Foi assim, com chuva a partir de certa altura (o que nos levou para debaixo da varanda de um prédio), duas caras conhecidas e duas caras novas, e bastante conversa.

Voltámos a nem usar como apoio a cave da Crew Hassan pois pela segunda vez deparámo-nos com a mesma completamente atafulhada de lixo, impedindo a passagem e qualquer utilização da cave…
Instalaram-se umas luzes pisca-pisca na bicicleta da Nela,

e deu-se uma volta geral na bicicleta do Rafael, um rapaz que vai começar a usar a bicicleta para se deslocar no dia-a-dia, nomeadamente entre casa e a faculdade.

Tem uma bicicleta algo kitsch dos anos 90, com personalidade, é um quadro pequeno para ele mas vai servir para ele começar a dar umas voltas.

O Paulo apareceu para ter umas luzes acerca de manter a bicicleta, queria principalmente ver como se afinam as mudanças.

Esta última sessão de Cicloficina em Lisboa foi uma sessão ilustrativa da ideia deste projecto: ser um ponto de partida para novos (e não só) utilizadores, onde podem ir e trocar ideias com outros ciclistas (falámos bastante do Código da Estrada e da condução de bicicleta, por exemplo), ter ajuda a cuidar da sua bicicleta e aprender a fazê-lo, rumo à autonomia, constituir um pretexto para as pessoas se encontrarem e conversarem, criando um sentimento de comunidade, de pertença, validando e valorizando esta opção de meio de transporte e estilo de vida.

Quando digo “esta última sessão de Cicloficina em Lisboa” não me refiro simplesmente à última de “mais recente”, mas efectivamente a última.
Eu e o Bruno decidimos transferir este nosso esforço de ciclo-voluntariado e ciclo-activismo para mais perto de casa, o que significa que, a continuar com a Cicloficina, esta será realizada em Oeiras (muito provavelmente integrada ou associada com a de Linda-a-Velha). Poderá tentar manter-se uma regularidade fixa, como em Lisboa até agora, ou poderemos optar por eventos isolados, previamente divulgados. Isto são tudo questões ainda por estudar.
Esta deslocalização prende-se com o tempo que assegurar uma Cicloficina mensal em Lisboa nos exige, basicamente uma tarde inteira de Domingo, com uma ida & volta em comboio & bicicleta de Porto Salvo à Baixa de Lisboa. Com tal escassez de voluntários residentes e de tempo destes (o Ricardo acabou por comentar que se está a tornar complicado para ele também assegurar as sessões e ele até vive ali perto), torna-se difícil arranjar alternativas de espaço, procurar fazer crescer o projecto e aumentar o seu alcance e impacto.
Posto isto, a não ser que alguém se chegue à frente já, a (Fase II da) Cicloficina de Lisboa foi oficialmente suspensa depois de 1 ano de actividade. Quem sabe mais tarde não surgirá a Fase III pelas mãos de outros?
O conceito é aberto, o nome é partilhado, o site estará aberto a novos voluntários. Poderemos voltar a realizar sessões de Cicloficina em Lisboa no futuro, claro, mas esporádicas e integradas em algum evento, por exemplo.
Até à próxima, então!