O que é a Cicloficina?
É uma iniciativa informal, e aberta a todos os que nela queiram colaborar. É um serviço de assistência técnica simples prestado à população ciclista, e funciona apoiada no tempo, dedicação e mais valias dos voluntários que a fazem acontecer.
Qual o objectivo da Cicloficina?
# 1 – Promoção do uso quotidiano da bicicleta, dando-lhe visibilidade.
# 2 – Animação da rua e da vida colectiva do local onde decorre a Cicloficina.
# 3 – Aumento das interacções e fortalecimento das relações da comunidade.
# 4 – Empoderamento dos utilizadores de bicicleta, ensinando-os a regular, ajustar, afinar e manter as suas bicicletas, de modo a aumentar a sua autonomia, a sua segurança e o seu conforto, com vista a fomentar um maior uso da bicicleta na cidade.
Quem faz a Cicloficina?
Voluntários. É um evento realizado a nível individual e num tom informal. Ciclistas, pessoas com apetência e à vontade com bicicletas, ferramentas, mecânica, disponibilizam-se a ajudar outras com menos experiência, recursos ou vocação para essas lides. Quem estiver interessado em colaborar basta aparecer, e/ou entrar em contacto para o mail cicloficina.lisboa@gmail.com.
Quando e onde é que acontece?
Sempre que haja voluntários disponíveis. Apontamos para procurar garantir uma regularidade mensal. Cada sessão será anunciada e confirmada previamente no site. Os locais são divulgados no blog. Em Lisboa, a Fase II decorreu durante 1 ano nas traseiras da Crew Hassan, na Baixa em Lisboa. Outras iniciativas que entretanto vão surgindo noutros pontos do país partilhando este conceito/identidade “Cicloficina” poderão definir dias e horas diferentes, e poderão incluir diferentes actividades da de Lisboa.
O que fazem na Cicloficina?
Depende de projecto para projecto (e do seu estado de desenvolvimento), dos voluntários, das condições logísticas, dos apoios, etc. No mínimo, fazem-se coisas simples como mudar uma câmara de ar ou remendar um furo, encher os pneus, afinar os travões ou as mudanças, regular a altura do selim, apertar umas porcas e parafusos, etc. Não se fazem geralmente substituições de peças (salvo talvez umas câmaras de ar ou uns cabos de travão) ou reparações mais avançadas, para isso poderemos encaminhá-lo para uma oficina de bicicletas devidamente equipada e profissionalizada. Consoante as circunstâncias poderão haver workshops de recuperação de bicicletas (ex.: pegar em peças disponíveis e (re)construir uma bicicleta que poderá ser vendida ou doada a alguém), e estes poderão ter ou não um ênfase na formação – aproveitar o processo para ensinar outras pessoas a fazer este tipo de coisas.
É uma oportunidade de aprender e conversar com outros ciclistas sobre estas pequenas afinações, para conseguir fazê-las sozinho posteriormente. Outros assuntos relacionados com a utilização regular da bicicleta como meio de transporte surgem também facilmente à conversa.
Quanto custam os serviços?
Nada. É um serviço gratuito assegurado por trabalho voluntário. Só se houver pequenas peças (parafusos, câmaras de ar, remendos, cabos, etc) que seja necessário usar é que poderá haver lugar a alguma compensação, mas isso será visto na altura.
A Cicloficina não prejudica as empresas que operam oficinas de bicicletas profissionais?
Não. Durante a Cicloficina apenas são feitos pequenos serviços muitos simples ao alcance de qualquer utilizador de bicicleta, e que não ameaçam as oficinas profissionais. A Cicloficina complementa os serviços comerciais, e o seu papel de divulgação e promoção do uso da bicicleta beneficia as empresas do ramo ao expandir a sua base potencial de clientes (mais pessoas a andar de bicicleta mais vezes). Estes utilizadores recorrerão depois às lojas e oficinas normais para serviços especializados e para procurar melhorias de equipamento para uma melhor experiência de utilização da bicicleta, que serão estimulados a valorizar.
Quando surgiu a Cicloficina?
Em Fevereiro de 2007 um grupo de cidadãos iniciou o projecto em Lisboa. A Cicloficina começou a funcionar na Rua dos Bacalhoeiros em colaboração com a Associação Bacalhoeiro, a Junta de Freguesia da Sé e a FPCUB. Essa parceria tinha como objectivo ocupar a rua, que tinha sido fechada ao trânsito recentemente, e dar um uso ao espaço e uma ocupação às crianças da Freguesia, ajudando-as a arranjar as suas bicicletas. O projecto acabou por se desvanecer porque um dos seus principais impulsionadores e voluntários, o António Cruz, deixou Lisboa e pouco a pouco todos os outros foram desistindo. À falta de um esforço constante de divulgação da Cicloficina no Bacalhoeiro, esta acabou mesmo por parar. Para um pouco mais de história, espreite este post do Ricardo. A Fase II da Cicloficina de Lisboa durou 1 ano, de Novembro de 2008 a Novembro de 2009, e terminou pela escassez de voluntários residentes e tempo disponível destes, que condicionou os esforços de expansão e desenvolvimento do projecto.
O projecto usufrui de alguns apoios extra-voluntários?
O objectivo é estabelecer parcerias com outras entidades, mas neste momento ainda está tudo numa fase muito embrionária.












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